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Tetra Foguinho (Hyphessobrycon amandae) – Ficha Técnica e como cuidar

Uma das maiores atração do Tetra Foguinho, é justamente quão pequeno ele é. Esse pequenino e divertido peixe está cada vez mais popular devido à sua beleza, comportamento e facilidade de cuidar. Como é um peixe tão diminuto e pacífico, nunca terá problemas com outras espécies, exceto por um… Ele é tão pequenino que pode acabar sendo comido, se estiver com peixes muito maiores. Nesse guia, vamos falar tudo sobre o Tetra Foguinho e como cuidar da espécie, além de fotos e vídeos.

Ficha Técnica Tetra Foguinho

Nomes comunsTetra Foguinho
Nome científicoHyphessobrycon amandae
Nível de dificuldadeFácil
TemperamentoPacífico
Temperatura24°C – 28°C
pH6,0 – 7,0
Tamanho recomendado do aquário50 Litros
Expectativa de vida3 a 5 anos
Tamanho Adulto2 cm
AlimentaçãoOnívoro
Dureza da águaAté 8
Guia Definitivo do Betta
Guia Definitivo do Betta

A Espécie

O Tetra Foguinho é uma das menores espécies de peixes Tetras que são criados em aquários. Famosos não apenas pelo seu tamanho, mas também pela sua coloração alaranjada, estão cada vez mais presentes em aquários plantados pelo mundo. Seu corpo tem o formato padrão dos peixes tetras, mas não passa de 2 cm nos adultos, suas cores podem ir de laranja até um tom mais amarelado. Além disso, seu corpo é levemente transparente, podendo inclusive se observar sua bexiga natatória.

Tetra Foguinho

Classificação da Espécie

ClasseActinopterygii
OrdemCharaciformes
FamíliaCharacidae
Espécie Hyphessobrycon amandae

Comportamento Típico

São peixes muito rápidos e ativos, os Tetra Foguinho não tem nada de tímidos, apesar do seu tamanho diminuto. Podem ser vistos nadando por todo o aquário (como mostra o vídeo abaixo), especialmente no meio, já que não costumam ficar parados no fundo. No entanto, esse comportamento natural nem sempre é observado logo de cara, em um aquário novo. Eles levam algum tempo para se acostumar.

São peixes de cardume, então devem ter grupos de pelo menos 6 (10 seria melhor) peixes da mesma espécie. Quando estão juntos com outros, a fase de adaptação é muito menor, o Tetra Foguinho fica mais bonito e mais fácil de cuidar. Introduzindo um cardume do tamanho perto, você rapidamente verá os peixes felizes nadando por todo o aquário.

Na natureza, são encontrados em áreas de muita vegetação, então ter plantas no aquário ajuda muito. Quando sentirem a necessidade, eles podem se esconder nas plantas diminuindo muito o estresse do peixe. Além de esconderijo, elas também servem como área de procriação. Ou seja, em um aquário plantado, eles se sentirão muito mais em casa.

Condições Ideais para um Aquário de Tetra Foguinho

Cuidar de um Tetra Foguinho não é extremamente difícil, no entanto ele também tem necessidades como qualquer outro peixe. O primeiro fator é que, apesar de ser muito pequeno, ele é gregário, ou seja forma cardume. Dessa maneira, ele vai precisar de um aquário grande o suficiente para um pequeno grupo de Tetra Foguinhos. Por isso, o tamanho recomendado do aquário é de 50 litros, assim você poderá ter por volta de 10 peixes da espécie vivendo juntos.

Além disso, ter plantas naturais no aquário vai deixar a casa do seu peixe ainda melhor. Na natureza, eles vivem no meio delas, então poucas coisas os farão se sentir mais a vontade do que um bom aquário plantado. Mesmo se seu aquário não for focado em plantas, vale a pena colocar algumas fáceis como anubias e musgo de java, para melhorar a qualidade de vida dos seus peixes.

Ter um substrato escuro realçará a cor dos peixes, além de produzirem um bom contraste com as plantas. Os Foguinhos também são peixes muito leves e pequenos, então preferem que o aquário não tenha um fluxo de água muito forte, já que a correnteza facilmente os arrasta. Outro ponto importante é que eles são tão pequenos, que podem ser sugados por alguns filtros, então muito cuidado com o tamanho da entrada do filtro.

3 tetra foguinhos nadando.

Alimentação

Assim como qualquer espécie, a alimentação é um dos principais pontos na hora de cuidar bem de um Tetra Foguinho. Esse é um dos principais fatores para manter sua saúde e os fazer viver bastante. Felizmente, eles não tem muito problema com comida, e aceitam quase tudo que é oferecido a eles. No entanto, eles tem bocas muito pequenas, logo pode ser necessário partir os alimentos antes de os introduzir no aquário, ou oferecer alimentos que se despedaçam com mais facilidade.

Variar os alimentos também é importante, oferecendo mais de uma ração, de tipos diferentes, mas de qualidade. Na natureza, eles comem pequenos insetos, crustáceos e zooplâncton, portanto dar alimento como artêmia e dáfnia é altamente benéfico. Alimento vivo duas vezes por semana é mais do que suficiente.

Quanto a quantidade de comida, alimentá-los duas vezes ao dia em poucas quantidades é muito melhor do que apenas uma vez, mas em grande volume. Para evitar excesso de comida, o alimento deve ser todo consumido de dois à 3 minutos. O que restar após esse tempo deve ser retirado, já que excesso de comida em decomposição suja o aquário.

Companheiros para Tetra Foguinho

São peixes muito pacíficos que raramente vão perturbar outras espécies, já que passam a maior parto do tempo nadando no meio do aquário. Costumam ficar sempre com seu cardume, sendo quase impossível separá-los, dessa maneira, antes mesmo de pensar em outras espécie, é importante ter 6 ou mais Tetras Foguinhos no aquário. Após formar esse pequeno grupo, podemos pensar em outras espécies.

Como não são peixes que costumam frequentar o fundo do aquário, peixes como coridoras são uma ótima opção. Além disso, otocinclus também são perfeitamente aceitáveis pois também não competem por espaço com os Foguinhos. De uma forma geral, qualquer peixe pacífico, pequeno e que precise dos mesmos parâmetros de água (Temperatura, pH, etc) pode conviver com o Tetra Foguinho. Outros companheiros muito interessantes são caramujos e camarões, já que os Foguinhos são tão pequenos, que não costumam atacar nem os camarões neocaridinas.

Diferenciar entre macho e fêmea

A diferenciação entre macho e fêmea não é fácil, mas existem algumas características que podem ajudar. O macho tem o ventre mais retilíneo e suas cores são um pouco mais forte. Enquanto isso, a fêmea tem a forma um pouco mais roliça e cores levemente menos chamativas. As diferenças são mais perceptíveis na época de reprodução.

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A reprodução do Tetra Foguinho

A reprodução destes peixes é fácil, ainda mais se comparada a outros tetras. Ela pode ocorrer até mesmo espontaneamente, até surpreendendo o dono dos peixes em certas ocasiões. Para que a reprodução ocorra, só é preciso ter os parâmetros de água certos e algumas plantas também ajudar a incentivar os peixes.

Caso queira ter uma taxa maior de sucesso, separe os machos e as fêmeas em aquários diferentes e tenha um aquário extra para a procriação. Mantenha á agua neste aquário com a temperatura por volta de 28 graus, o pH abaixo de 7 e a gH entre 1 e 5. Observe os machos e fêmeas durante alguns dias, quando as fêmeas estiverem mais roliças e os machos mais coloridos, os junte no aquário de reprodução, selecionando os melhores até formar 5 pares.

Os machos conduziram as fêmeas para onde os ovos serão fecundados e estes cairão para o fundo, em seguida, remova os adultos, pois eles podem comer os ovos e os alevinos. Em cerca de 36 horas os ovos eclodirão e em 3 ou 4 dias, os alevinos já estarão nadando.

Distribuição na Natureza

Esse pequeno Tetra tem origem brasileira, mais especificamente na região do Rio Araguaia e seus tributários. Ele vive em águas calmas, com muita vegetação e fundo repleto de folhas e galhos de árvores. Portanto, essas águas tem pH ácido e costumam ter tonalidade mais escura, devido aos taninos presentes em grande quantidade na água. Até mesmo por isso, essa espécie é muito associada a aquários plantados, eles conseguem reproduzir um ambiente muito similar ao seu habitat natural.

Referências

Weitzman, S.H. and L. Palmer, 1997. A new species of Hyphessobrycon (Teleostei: Characidae) from Neblina region of Venezuela and Brazil, with comments on the putative ‘rosy tetra clade’. Ichthyol. Explor. Freshwat. 7(3-4):209-242. (Ref. 13676).

Géry, J. & A. Uj. 1987. The ember tetra: a new pygmy characid tetra from the Rio das Mortes, Brazil, Hyphessobrycon amandae sp. n. (Pisces, Characoidei).

The National Center for Biotechnology Information – https://www.ncbi.nlm.nih.gov/Taxonomy/Browser/wwwtax.cgi?name=Hyphessobrycon%20amandae&lvl=0

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Publicado em 30 maio, 2022

Autor: Rodrigo Matos é aquarista a mais de 20 anos, com dezenas de aquários montados a longo dessas duas décadas. Sua especialidade são aquários plantados, porém têm experiência com aquários marinhos, ciclideos, criação de neocaridinas, bettas, nanos, dentre outros. Atualmente está focado na criação de neocaridinas e em aquários densamente plantados.

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