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Colisa Lalia (Trichogaster lalius) – Tudo sobre a espécie.

A Colisa Lalia se tornou um dos peixes mais populares para aquários. Elas são lindas e conseguem trazer um pouco mais de cor para os aquários de água doce. Além da sua aparência fantástica, elas também são peixes resistentes e muito fáceis de cuidar. Essas características fizeram com que ela se tornasse tão comum nas lojas de aquário de todo mundo.

Ficha da Colisa Lalia:

Nomes comunsColisa Lalia
Nome científicoTrichogaster lalius
Nível de dificuldadeFácil
TemperamentoPacífico
Temperatura22°C – 28°C
pH6 – 7.5
Tamanho recomendado do aquário56 litros (no mínimo 36 litros)
Expectativa de vida4 anos
Tamanho AdultoEntre 5 e 9 cm
AlimentaçãoOnívoro
Dureza da água5º – 19º dH

A espécie

A espécie Colisa Lalia (Trichogaster lalius), também conhecida com Gourami Anão, é um peixe de água doce muito colorido. Ela faz parte da subordem dos anabantídeos, (a mesma do Betta Splendens), portanto também possui labirinto, o órgão que possibilita aos peixes dessa subordem respirar oxigênio diretamente do ar. Por isso, é normal que eles passem bastante tempo perto da superfície da água.

Eles são peixes um pouco tímidos, que podem se sentir acuados na presença de peixes mais agressivos ou que fiquem os mordiscando. Em aquários em que isso acontece, tendem a se esconder com bastante frequência, tentando se preservar das investidas dos outros peixes. Apesar disso, são uma ótima opção para aquários comunitários, já que não costumam perturbar outros peixes.

No seu habitat original, na Índia e regiões próximas, eles costumam estar em águas com vegetação densa e águas lentas ou paradas, como lagos e pântanos. Nesses ambientes, eles costumam conviver com vários outros peixes da mesma espécie, e nos aquários, também é comum que nadem juntos.

Guia Definitivo do Betta
Guia Definitivo do Betta
Colisa Lalia

Classificação da Espécie

ClasseActinopterygii
OrdemAnabantiformes
FamíliaOsphronemidae
EspécieTrichogaster lalius

Comportamento Típico

Como dito anteriormente, é um peixe muito pacífico. O principal problema que pode ocorrer, é ela ser vítima de ataques por peixes mais territorialistas e agressivos. No entanto, com espécies comuns em aquários comunitários, é difícil ter problemas.

Um ponto importante é que podem haver disputas com peixes da mesma espécie, especialmente entre os machos. Em um aquário suficientemente grande, geralmente não é um problema. Mas se seu aquário for pequeno, evite colocar mais que uma colisa macho.

São peixes que habitam mais frequentemente a metade superior do aquário, podendo ser vistas com frequência respirando diretamente do ar. Quando são introduzidas no aquário, podem se esconder e isolar por alguns dias, até que se acostumem com o novo tanque.

Aparência da Colisa Lalia

É considerado um peixe relativamente pequeno, sendo o menor dos Gouramis. O seu corpo tem tons brilhantes de azul e vermelho-alaranjado. Além disso, possuem listras verticais que vão da parte de cima do seu corpo até a parte inferior. No entanto, existem muitas variações da espécie.

Colisa Lalia
Colisa Lalia (variante mais comum)

As variações mais comuns são a azul (também chamada de Colisa Azul) e a vermelha (conhecida como Colisa Sangue). A Colisa Azul é quase totalmente azul, mas com alguns detalhes em vermelho. Enquanto a Colisa Sangue tem seu corpo quase todo vermelho com nadadeiras dorsais azuis.

Colisa Azul (Colisa Lalia variantes azul)
Colisa Azul
Colisa Sangue (Colisa Lalia variação sangue)
Colisa Sangue

Aquário ideal para Colisa Lalia

O tamanho mínimo recomendado para um aquário de Colisas é de 36 litros, e você pode colocar até 3 colisas nesse espaço. No entanto, um aquário desse tamanha está muito mais propenso a ter disputas entre os peixes. Por isso, recomendamos manter as Colisas em aquários de pelo menos 56 litros. Em um aquário desse tamanho, você pode ter até 4 indivíduos das espécie com certa tranquilidade.

Como são peixes tímidos e, ao mesmo tempo, curiosos, adicionar alguns elementos do seu ambiente natural, irá ajudar bastante no seu bem estar. Rochas, troncos e muitas plantas farão seu peixe se sentir mais em casa, e oferecerão muitas oportunidades para ele explorar e até mesmo se esconder em caso de estresse. Plantas flutuantes também também ajudam de duas formas, são esconderijo da luz, quando eles estão tímidos, e também são um bom lugar para eles começarem a construírem ninhos de bolhas, quando querem se reproduzir.

Alimentação

Na natureza eles costumam se alimentar de pequenos insetos, larvas e até algas, já que são alimentos muito abundantes no seu habitat natural. Nos aquários é importante manter uma dieta balanceada e completa, pois esse é um dos principais fatores na hora de manter seu peixe saudável. Felizmente, Colisas não costumam ser muito difíceis de alimentar, muito pelo contrário, geralmente comem de tudo e bastante.

As rações costumam ser aceitas imediatamente, então escolha uma em flocos ou granulada, mas sempre das melhores marcas. Alimentos de qualidade podem ser um pouco mais caros, mas mantêm seus peixes mais bonitos e saudáveis. Procure oferecer a ração 2 vezes ao dia, sempre removendo o excesso que não foi comido (para evitar que isso polua o aquário).

Também é recomendo se oferecer alimentos vivos uma vez por semana. Artêmias e dafinias são ótima opções e são ótimas fontes de proteínas para os peixes. Peixes que recebem alimentos vivos uma vez por semana costumam ficar mais bonitos e saudáveis ao longo do tempo.

Que peixes manter com a Colisa Lalia

A Colisa Lalia é um ótimo peixe para aquários comunitários. Como já foi dito, é um peixe pacífico e até tímido. Então deve ser mantida com outros peixes pacíficos, de preferência menores ou do mesmo tamanho que ela. Além disso, são ótimos companheiros para peixes de fundo, já que habitam em faixas diferentes dentro do aquário.

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Alguns espécies que são ideias para viver com a Colisa são:

Outros peixes com as mesmas características também serão boas opções. Nunca misture Colisas com peixes Betta, pois podem ser vistos como rivais e a probabilidade de brigas é muito alta.

Colisas Lalia

Distribuição na Natureza

São originalmente da Índia, Bangladesh, Paquistão e Assam. Elas habitam em águas com densa vegetação e onde vivem outras espécies de Trichogaster. Têm preferência por águas de fluxo lento, como pequenos riachos, lagos e pântanos.

Diferenciar entre macho e fêmea

A diferenciação entre macho e fêmea não é muito difícil. Os machos são ligeiramente maiores do que as fêmeas e suas cores são brilhantes, com corpo alaranjado e com faixas azuis verticais. Já a fêmea, além de ser um pouco menor, tem as cores menos intensas, com um tom prateado azul cinzento. Outro diferenciador é que os machos tem a nadadeira dorsal mais estendida e pontuda que as fêmeas.

Reprodução da espécie

A reprodução da espécie em aquários não é difícil, e a taxa de sucesso é bem alta. Mas para conseguir isso, algumas recomendações devem ser seguidas. Vamos falar em detalhes do processo de reprodução a seguir.

Condições do aquário de reprodução

É recomendado separar um macho e uma (ou mais) fêmeas em um aquário de pelo menos 36 litros. Isso é importante pois outros peixes podem perturbar a construção do ninho de bolhas, além disso também podem causar o aumento de agressividade no macho. Também é recomendado ter muitas plantas flutuantes para que eles as usem na construção do ninho de bolhas. Isso é um fator essencial, já que a espécie constrói ninhos fortes usando bolhas e vegetação. Mantenha a agitação na água baixa, para não perturbar o casal e não destruir o ninho de bolhas.

Para começar o processo de reprodução deve se colocar a altura da água entre 15 e 20 cm. Em seguida, deve se aumentar a temperatura para 28º C. Além disso, oferecer alimentos vivos é recomendado. Esses três fatores devem os incentivar a dar início ao processo de acasalamento.

Início do acasalamento

O macho começará, então a construir seu ninho de bolhas. Quando o ninho estiver pronto, o macho começará o cortejo da fêmea. Ele faz isso nadando em volta da fêmea com suas nadadeiras abertas, na tentativa de a atrair para seu ninho. Se ela aceitar o convite, os dois nadam em círculos embaixo do ninho. Quando ela estiver pronta para desovar, ela tocará no macho com a boca.

Após isso, o macho irá abraçar a fêmea com seu corpo, a girando para a posição ideal para a liberação dos ovos. Nesse momento a fêmeas liberará os ovos, que são imediatamente fertilizados pelo macho. Os ovos flutuaram para o ninho, ou cairão no fundo do aquário. Os que estiverem no fundo, serão pegos pelo macho, que os levará para o ninho de bolhas. Quando todos os ovos estiverem no ninho, o casal recomeçará o processe de fertilização. Isso pode se repetir por até 4 horas. Caso existam outras fêmeas no aquário, ele pode acasalar com mais de uma.

Quando a reprodução terminar, o macho adicionará mais algumas bolhas ao ninho, para assegurar que os ovos não irão cair. O macho será o único responsável por cuidar do ninho e dos ovos, por isso, remova a fêmea.

Os alevinos

Os ovos devem eclodir entre 12 e 24 horas após o fim do acasalamento e os alevinos continuarão no ninho por pelo menos 3 dias. Após isso, eles devem começar a nadar livremente pelo aquário. Esse é o momento para remover o macho, já que ele pode acabar os comendo.

Agora que os alevinos estão nadando no aquário, é recomendado os alimentar com alimentos específicos para alevino, que são vendidos nas lojas de aquário. Após uma ou duas semanas, já é possível tentar os alimentar com artêmias recém eclodidas ou rações em flocos bem fragmentadas.

Referências

The National Center for Biotechnology Information – Trichogaster lalius (Hamilton, 1822)

Index to Organism Names (ION) – Trichogaster lalius

Biodiversity Heritage library – An account of the fishes found in the river Ganges and its branches

Talwar, P.K. and A.G. Jhingran, 1991. Inland fishes of India and adjacent countries. Volume 2. A.A. Balkema, Rotterdam.

Rahman, A.K.A., 1989. Freshwater fishes of Bangladesh. Zoological Society of Bangladesh. Department of Zoology, University of Dhaka. 364 p.

Menon, A.G.K., 1999. Check list – fresh water fishes of India. Rec. Zool. Surv. India, Misc. Publ., Occas. Pap. No. 175, 366 p.

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Publicado em 13 jul, 2022

Autor: Rodrigo Matos é aquarista a mais de 20 anos, com dezenas de aquários montados a longo dessas duas décadas. Sua especialidade são aquários plantados, porém têm experiência com aquários marinhos, ciclideos, criação de neocaridinas, bettas, nanos, dentre outros. Atualmente está focado na criação de neocaridinas e em aquários densamente plantados.

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